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Malik, uma outra forma de poesia...

Malik, uma outra forma de poesia...

Inverno

 

 

inverno1.jpg

 

 

 

As árvores estão nuas

a chuva lava as ruas

o vento é varredor,

o frio é de rachar

só há cinzento no ar

até o céu perdeu a cor;

 

Uma tela a preto e branco

um tempo de quebranto

mas também de introspecção,

pássaros escondidos

poetas deprimidos

é assim esta estação;

 

Vale o calor da lareira

e o líquido da chaleira

para aquecer nossa alma,

no sofá, um filme, um livro

uma manta, um disco antigo

que a invernia acalma;

 

Ou então namorar

e ao amor brindar

aquecendo o coração,

fazer jogos de encantar

a temperatura aumentar

do inverno fazer verão!

 

 

Malik

Cada passo

 

 

cadapasso1.jpg

 

 

 

Cada passo dado

é caminho, é passado

que não se vai repetir,

a vida avança em frente

dá a mão àquela gente

que contigo quer seguir;

 

Cada passo com esperança

sem esquecer a lembrança

do que não te acrescentou,

veste-te de confiança

esquece qualquer cobrança

o passado atrás ficou;

 

Cada passo um momento

de alegria ou tormento

é vida a acontecer,

castelos de areia caídos

novos sonhos construídos

num contínuo renascer;

 

Por caminhos e estradas

o futuro a cada instante, sempre em novas passadas.

 

 

Malik

Farol

 

 

farol1.jpg

 

 

 

Andei uma vida enganado

procurando em todo o lado

o farol que havia em mim,

só quando me virei para dentro

deixei de ser fragmento

de desconforto sem fim;

 

Se pensar implica existir

dei por mim a descobrir

que sou uma peça de um todo,

a existência faz agora sentido

depois do caminho perdido

pelos pântanos, pelo lodo;

 

Afinal, o todo é energia

que tudo liga noite e dia

por um mágico fio condutor,

colhes o que semeias

assegura-te que nada receias

e em tudo põe amor;

 

Hoje vivo sem segredo

depois de eliminar o medo

a vida é para celebrar,

o farol indica-me a verdade

sentir com intensidade

porque viver é amar!

 

 

Malik

Meu amor

 

 

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Meu amor,

tudo foi construído

na entrega com sentido

em partilha bem real,

este nós que nos é querido

nada tem de proibido

ou coisa que faça mal;

 

Meu amor,

temos vivido o momento

como quem foge do tempo

em corrida alucinante,

sempre em inovação

todo o dia uma canção

cada noite um diamante;

 

Meu amor,

o nós não pode acabar

o sol deixaria de brilhar

e o verão seria inverno,

o imenso céu choraria

só o amor não morreria

pois esse será eterno!

 

 

Malik

Só verão

 

 

soverao1.jpg

 

 

 

Da noite fizeste dia

da tristeza a alegria

que eu tanto almejava,

emanavas fantasia

e o teu toque de magia

tudo em mim exaltava;

 

Eras luz no quarto às escuras

baixinho fazias juras

entre nós de amor eterno,

descobrindo-nos em leituras

num caminho de loucuras

mais quentes que o inferno;

 

Hoje és a recordação

de um ano só com verão

que a ciência desafiou,

podemos testemunhar

que perante tanto amar

até o tempo parou.

 

 

Malik

Um pôr do sol

 

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Fui até junto do mar

precisava descansar

do bulício da cidade,

as nuvens estavam ausentes

os raios de sol presentes

cobrindo-me de saudade;

 

Recordar os nossos dias

de marés e maresias

antes de a vida levar-te,

sinto a falta desse amor

neste espectáculo de cor

que é o sol a deitar-se;

 

Há no mundo muita beleza

mas trago comigo a certeza

que não há coisa mais bela,

pena que tu minha amada

agora noutra jornada

não me pintes esta tela.

 

 

Malik

Remendar

 

 

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De alma dilacerada

por amor que não quis vingar,

em solidão magoada

tanta gente perguntava

como vou voltar a amar?

 

Com o coração partido

e os sonhos escacados,

é fácil ficar perdido

em emoções sem sentido

sentimentos em bocados;

 

Até que surgiu uma pista

sobre a magia que faltava,

um mago ou alquimista

que com saber de artista

toda a mazela curava;

 

Era um velho artesão

que com ternura e talento

remendava o coração

usando agulha e cordão

numa mistura com tempo;

 

Revelado esse segredo

ninguém mais ficou com medo

de voltar...

A amar...

 

 

Malik

Nada a lamentar

 

 

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Nada a lamentar

é tempo de inverno,

lá fora a nevar

cá dentro a amargar

um gelo interno;

 

Os dias de encanto

ficaram cinzentos,

o amo-te tanto

caído num canto

à chuva e aos ventos;

 

A peça acabou

o palco está vazio,

a rosa murchou

a fonte secou

só resta o frio;

 

Em passo apressado

contorno a memória,

passo ao lado

do nosso passado

e da nossa história;

 

Ambos ganhamos,

só se perdeu

um amor que morreu.

 

 

Malik

Marginal

marginal1.jpg

 

 

Na penumbra do luar

percorria a marginal,

a passo, bem devagar

embrenhado a escrutinar

o que é que correu mal;

 

A saudade me enganou

fez-me ver uma miragem,

não eras tu quem passou

mas meu coração pulou

iludido pela imagem;

 

Parei, abraçando o mar

que queria correr para mim,

como que a tentar mostrar

que a verdade de amar

tem princípio, mas não fim;

 

E de tanto ficou nada

tudo perdeu o sentido,

mas o vento me enlaçava

e baixinho sussurrava

teu nome no meu ouvido;

 

Inebriado pela maresia

dei por mim a pensar em alta voz

que o vento e o mar estão a torcer por nós.

 

 

Malik

Quarto crescente

 

 

quartocrescente1.jpg

 

 

 

Numa noite iluminada

por estrelas a bailar,

estava a lua envergonhada

ou então talvez cansada

com preguiça de acordar;

 

Estaria em quarto crescente

a explicação dessa tristeza,

ou fazia-se indiferente

por te encontrares presente

exibindo a tua beleza;

 

Não se devia enciumar

afinal gostamos dela,

adoramos o luar

que ao quarto nos vem beijar

entrando pela janela;

 

Associada à loucura

que assaltou uma dama,

para nós ela é luz pura

na paixão ou na ternura

de que é feita a nossa cama.

 

 

Malik

 

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