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Malik, uma outra forma de poesia...

Malik, uma outra forma de poesia...

Uma criança

 

 

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A criança corria, o mundo fugia debaixo dos pés

ia crescendo na onda do tempo ao sabor das marés,

oferecia magia, criava alegria, risos eram mil

seu olhar brilhava enquanto brincava no parque infantil;

 

Cantava, saltava e dançava, inocência sem dor

qual flor delicada, nascida e criada em ninho de amor,

mundo de cor, estrela maior,  arco-íris no ar

rosa sem espinho, ternura e carinho, a desabrochar;

 

Pétalas encarnadas, talvez encantadas por fada de luz

ventos de harmonia, de noite e de dia, ainda sem cruz,

da tranquila idade para a mocidade sem poder escolher

aquela criança, depois da bonança, será uma mulher;

 

Tanta felicidade lembrará mais tarde no livro da vida

da infância pura, ingénua e segura, já não permitida,

falará de saudade e da liberdade de que usufruiu

nostalgia dum tempo, tão simples e lento, que ontem partiu.

 

 

Malik

 

Nada é em vão

 

 

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Nada é em vão

para tudo há uma razão

que por vezes nos escapa,

até o caos tem lugar

na hora de lamentar

os trilhos do nosso mapa;

 

Se a vida fosse serena

a alma seria pequena

o sonho perdia valor,

a paixão seria amena

o amor em quarentena

tudo perderia cor;

 

Pintemos a tela da vida

com música suave e colorida

de tons vivos em esperança,

que daqui a muitos anos

afirmemos sem enganos

que viver foi uma dança;

 

Dançada com razão e coração,

e nada,

nada foi em vão!

 

 

Malik

 

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