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Malik, uma outra forma de poesia...

Malik, uma outra forma de poesia...

Uma noite especial

 

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Naquele fim de tarde o espírito de Natal pairava no ar

entrava em conflito com o tempo difícil que estava a passar,

perdido o emprego, contas por pagar, marido doente

a todo o momento, o ficar sem tecto, tormento na mente,

sem prenda p’ro filho, luz dos meus olhos, amor permanente;

 

Tocaram à porta, espreitei e vi um vulto no jardim

era um mendigo, talvez sem abrigo, lembrei-me de mim,

olhei-o nos olhos e sem mais receios convidei-o a entrar

ofereci-lhe um banho para usufruir de algum bem estar,

meu filho pediu, por favor mãe, que fique para jantar;

 

Lá fomos p’rá mesa farta de pobreza para partilhar

intuí uma mensagem, surgiu uma imagem, tudo vai mudar,

este mendigo teria consigo um poder curador

olhar penetrante, raio cintilante, mago redentor,

meu filho sorriu, como quem abriu, o cofre do amor;

 

Esta noite do ano, sem qualquer engano, muita Luz faz nascer

até o avarento, de humor cinzento, acaba por crer,

que a Luz da Verdade não conhece idade nem escolhe morada

cobre toda a Terra, derrota a guerra, ilumina a jornada,

meu filho é prova que a vida renova qual seiva sagrada!

 

 

Malik

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